Sou uma amálgama de fios de seda,
De sentidos ondulantes e sabores rasgados,
Tecidos na alvorada melancólica e leda,
E refrescados pelas gotas dos teus lábios alados.
Cada fio é o pulsar de vidas cruzadas,
ConstruÃdo ao sabor dos ventos ou da bonança,
Assumindo tonalidades dÃspares e sagradas,
Carregadas de mudanças e de esperança.
Nesta teia complexa, por vezes, contraditória,
Nas suas veias, corre o lÃquido unificador,
Que se alimenta do teu ser, da tua memória,
Do teu amor, do teu odor, do teu sabor…
Dina Gouveia (texto inédito)