Não sei exatamente quando comecei a poetizar meus escritos, mas desde a juventude eles me são confessórios e inventórios.
Invento-me neles ao escrevê-los e depois ao lê-los. Neles aprendi a viver mentiras por minhas tantas verdades e a ensinar verdades por tamanhas de minhas mentiras.
Com minha poesia eu me rabisco e renasço, pulsa-me diariamente num vazio, como uma criança que curiosamente nos pergunta sobre o nada.
Afinal, “o que é o nada?”
Admito que perguntas de criança, sempre são as mais difíceis de responder. Tal pergunta sobre o nada, desde a primeira vez que a ouvi, ecoou em minha mente. Sempre busquei conhecer respostas para tudo, menos para o nada. Minha bus