Não tenho mais muitos sonhos,
resumem-se às boas lembranças,
aos lugares bonitos por onde passo,
esperando a serenidade.
Minha alma anda cansada,
chorando em versos tortos suas dúvidas,
buscando a dor certa para as injustiças,
ditas e desditas.
Vivo num sonhar e esperar irriquieto,
casual na vida e na alma,
peito rasgado por sentimentos vários,
uma ira ou uma felicidade inconstante,
desconhecida força que invade,
mágoa verdadeira que fere,
sorriso sincero que em minha boca se refere.
Tenho um caminho inseguro,
cresce uma profunda incerteza,
protegida à sombra das palavras,
só preciso que segure longamente
a minha mão e me faça esquecer
que sou diferente do qu