"Eu já não sou o que eu era, devo ser o que me tornei."
Por não ser, eu era. Até o fim daquilo que eu não era, eu era. O que não sou eu, eu sou. A despersonalização como a destituição do individual inútil - a perda de tudo o que se possa perder e, ainda assim, ser. Pouco a pouco tirar de si, com um esforço tão atento que não se sente a dor, tirar de si, como quem se livra da própria pele, as caracterÃsticas. Tudo o que me caracteriza é apenas o modo como sou mais facilmente visÃvel aos outros e como termino sendo superficialmente reconhecÃvel por mim. Toda a parte mais inatingÃvel de minha alma e que não me pertence - é aquela que toca na minha fronteira com o que já